AARGS

ARQUIVISTAS DE 5ª: EMPREENDEDORISMO NO MEIO ARQUIVÍSTICO - RELATÓRIO

Arquivistas de 5ª: Empreendedorismo no meio arquivístico

 

Data: 30/04/2015, 19h

Local: Auditório do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul

 

Debatedores:

- Juliano Balbon (BRASKEM)

- Rejane Tonetto (Control)

 

Mediador:

- Yuri Victorino (Arqvive e CEMIP)

 

O debate teve como tema o empreendedorismo no meio arquivístico e contou as falas de arquivistas com expertise na temática: Juliano Balbon e Rejane Tonetto.

Juliano Balbon falou um pouco de sua formação e de sua trajetória profissional. Devido a sua formação em Arquivologia e Administração, trouxe alguns conceitos de gestão e empreendedorismo vista sob o prisma das duas áreas. Foram abordados, também, os aspectos que compõem o contrato de consultoria. Além disso, o palestrante ressaltou a importância de se conhecer a “praça” onde o serviço será oferecido, ou seja, conhecer os concorrentes e os possíveis clientes.

Outro aspecto tratado foi a elaboração do projeto, sendo que a diferenciação do serviço oferecido agrega valor ao produto ofertado. Por fim, Juliano abordou a importância de definir os produtos e serviços oferecidos pela empresa que podem impactar em novos nichos de mercado. Para reflexão, o palestrante questionou os presentes se há a necessidade de se contratar um administrador numa empresa que oferece serviços e produtos arquivísticos.

Rejane Tonetto iniciou sua fala com sua trajetória profissional que totaliza 23 anos de empresa Control. Em seguida, a palestrante afirmou que todo mundo é empreendedor e trouxe as principais características: ter ideias e foco, ter conhecimento e tenacidade, acreditar na própria capacidade, seguir em frente e imaginar-se vencedor. Sobre o mercado atual, a palestrante ressaltou que é um mercado exigente, onde conhecimento, formação, expertise e qualidade são exigidos.

No que se refere a atuação empresarial, a palestrante ressaltou que o tratamento dispensado ao cliente deve ser igualitário, não importando o tamanho da empresa atendida. O cliente é um parceiro. E que no caso da Control, a divulgação principal é por indicação por parte dos clientes que a empresa já atendeu.

Ao falar no perfil do arquivista empreendedor, a palestrante ressaltou a importância de se gostar de desafios, a necessidade de uma postura profissional e a capacidade de se administrar vários projetos juntos, além da necessidade do aprimoramento contínuo.

Quanto a elaboração de projetos, Rejane destacou as seguintes etapas: prospecção do cliente, identificação das necessidades, elaboração de proposta técnica e financeira, negociação e formalização através de contrato. Aspectos fundamentais: saber tratar com pessoas, a formação do preço e o planejamento para evitar re-trabalho. Por fim, a palestrante afirmou que o grande objetivo de um empreendedor é conquistar, solucionar e manter o cliente.

Finalizadas as explanações, passou-se às perguntas.

Os palestrantes foram questionados sobre a inserção dos arquivistas nos projetos. Juliano respondeu que a empresa em que ele trabalhava era na região metropolitana aliada a alta remuneração desejada pelos candidatos dificultavam a contratação dos arquivistas, além da pouca experiência em arquivos privados. Rejane ressaltou que a busca por profissionais se faz de acordo com o perfil para a atividade que deverá ser executada, ou seja, os profissionais são direcionados para os diferentes projetos desenvolvidos por sua empresa. Ela vê uma melhoria no mercado de trabalho.

A próxima pergunta questionou os palestrantes sobre como eles veem os arquivistas que buscam a colocação no mercado de trabalho através de concurso público, além da inserção da tecnologia da informação e comunicação na produção, uso e acesso aos documentos arquivísticos. Rejane iniciou respondendo que a questão dos arquivistas que buscam colocação através de concurso público está relacionada ao perfil de cada profissional e que o uso de tecnologia da informação é uma consequência. Na mesma linha, Juliano também afirmou que o arquivista que busca concurso público é uma questão de perfil e, talvez, segurança pela estabilidade. Ele afirmou que os documentos digitais vieram para agregar e que os arquivistas precisam se apropriar.

Finalizando, o mediador Yuri Victorino afirma que a gestão de documentos na administração pública reflete nas atividades do setor privado. Além disso, não há formação de pessoas suficientes para atender as demandas do estado. Além disso, ele afirmou que seria interessante os alunos aproveitarem sua formação, seu vínculo com as universidades, e fazerem um exercício de empreendedorismo, exemplificando a experiência que ele teve junto a outros colegas do curso de Arquivologia da UFRGS quando criaram a ONG Arqvive.

 

Flávia Helena Conrado

Associação dos Arquivistas do Estado do Rio Grande do Sul

Você está aqui: Home Notícias ARQUIVISTAS DE 5ª: EMPREENDEDORISMO NO MEIO ARQUIVÍSTICO - RELATÓRIO