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ARQUIVISTAS DE 5ª: O MERCADO E A FORMAÇÃO DE TÉCNICO EM ARQUIVO - RELATÓRIO

Arquivistas de 5ª: O mercado e a formação do Técnico em Arquivo

Data: 26/03/2015, ás 19h

Local: Auditório Térreo do IFRS - Câmpus Porto Alegre

 

Debatedores:

- Profº Daniel Flores (UFSM); e

- Profª Lizandra Brasil Estabel (IFRS/ POA).

 

Mediadora:

- Arquivista Flávia Conrado (AARS)

 

O debate, que teve como tema a formação do técnico em arquivo, foi iniciado com a fala da profa. Lizandra Estabel, coordenadora dos Cursos Técnicos em Biblioteconomia presencial e em EAD do IFRS - Câmpus Porto Alegre. Em sua fala, foi destacado o panorama do curso Técnico em Biblioteconomia presencial, as disciplinas que compõem o currículo, o perfil do técnico em Biblioteconomia, especialmente, as diferenças na formação e atuação do bacharel. Falou também da questão legislativa, uma vez que o técnico em Biblioteconomia não é um profissional regulametado, diferentemente do técnico em arquivo. 

 

Em sua fala, o prof. Daniel Flores trouxe a legislação, sobretudo a Lei 6.546/1978, mostrando as diferenças no perfil do técnico em arquivo e do arquivista, ressaltando o papel de gestor do arquivista, enquanto que o técnico é o profissional responsável pela execução das atividades práticas de um arquivo. Também falou da recente desregulamentação do técnico em arquivo promovido pelo Ministério do Trabalho, onde não há mais exigências de 1.110 horas de curso de graduação em Arquivologia para registro em carteira de trabalho como técnico em arquivo, bastando apenas ter concluído o ensino médio. O professor também apresentou a matriz curricular que a comissão instituída pelo IFRS/ POA para a criação do curso técnico em arquivo propôs, destacando a diferença na atuação entre técnicos em arquivo e arquivistas.

Após as explanações, foi aberto o debate, onde os participantes puderam fazer considerações e perguntas aos debatedores.

Dentre as questões levantadas, foi questionado a formação tecnicista do arquivista e a preocupação das atividades se sobreporem ao do técnicos em arquivo. O prof. Daniel explanou que a formação do arquivista deverá passar por reestruturação que contemple a formação de um arquivista gestor e não técnico. A arquivista Débora Flores complementou que os arquivistas já estão passando por uma crise identitária, uma vez que muitos alunos de graduação e profissionais bacharéis em Arquivologia já sentem as lacunas deixadas pelas graduações com formação tecnicista.

Também foi ponderado que a formação de técnicos em arquivo fortaleceria a classe, trazendo contribuição para além do fazer arquivístico, como também na luta pela criação de um conselho profissional de Arquivologia.

Em complemento a discussão o bibliotecário do IFRS/ POA, Filipe Xerxenesky, relatou que a parceria entre bacharéis e técnico contribui para a qualificação do trabalho executado, uma fez que muitas atividades exigem conhecimentos mais laborais, como por exemplo, pequenos reparos em livros danificados. Esta fala foi muito positiva tendo em vista a proximidade entre a Biblioteconimia e a Arquivologia, demonstrando aos arquivista receosos quanto a uma possível “concorrência” entre bacharéis e técnicos que a diferença entre as duas formações não permite tal sobreposição de atividades, uma vez que o primeiro terá uma formação gestora e o segundo uma formação técnica.

 Flavia Helena Conrado

Mediadora

Associação dos Arquivistas do Estado do Rio Grande do Sul

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